Aumento da criminalidade está associado ao combate ao tráfico de drogas

Dados estatísticos recentes apontam que a elevação no número de homicídios e latrocínios está ligada diretamente ao tráfico de drogas. Isto é o que aponta recente levantamento realizado no Rio Grande do Sul, onde foi registrado o aumento de 72% no número de homicídios na última década. Autoridades do estado associam este crescimento ao combate ao tráfico de drogas, que nos últimos dez anos teve um aumento de 243%.

Muitos especialistas garantem que o forte combate ao tráfico de drogas faz com que os bandidos ‘migrem’ para outros crimes mais violentos, como o latrocínio, que é o roubo seguido de morte. “O desmonte das quadrilhas no tráfico de drogas faz com que os bandidos tenham que buscar alternativas em outras ações para manter o aparato de armamento e proteção”, aponta o Ministério Público.

Por conta desta migração, a maior vítima é o cidadão de bem, que tem seus bens e até sua vida ceifada por conta da ação violenta de bandidos. Por exemplo, nos últimos dez anos, houve elevação de mais de 38% nos crimes de roubos de veículos no Rio Grande do Sul na última década. É um aumento significativo e mostra, com a grande ação contra o tráfico de drogas, que os bandidos têm usado meios e formas diversos para cometerem outros crimes em busca de dinheiro para suprir a falta de recursos para manter armamento e até a compra de mais drogas e recrutamento de novos integrantes.

Outro fator apontado pelas autoridades gaúchas na questão do aumento da criminalidade é o fato de que, com a prisão dos líderes do tráfico surge naturalmente uma disputa pelos pontos deste traficante. Policiais civis e militares do Rio Grande do Sul confirmam, extraoficialmente, que este tipo de disputa eleva ainda mais o número de homicídios registrados no estado, tornando a situação incontrolável.

Algumas autoridades acreditam que estes números serão revertidos somente quando houver penas mais duras para os bandidos, porque há ainda no Brasil muitas leis que acabam beneficiando os marginais, que ficam pouco tempo presos ou, mesmo encarcerados, mantém o vínculo e controle da situação externa com telefones celulares, por exemplo.

Enquanto isso, a impressão que fica é a de que a sociedade continuará pagando o pato por um sistema falho que só faz enxugar o gelo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>